Hora de colocar a capa de chuva, botas e luvas impermeáveis começou a chover…

Asfalto molhado é importante considerar que o espaço de frenagem (até a imobilização) aumenta. Com garupa muito mais.

No piso úmido, o pneu não esquenta o suficiente, onde algumas vezes ocorre a formação de uma película (ou filme) de água entre a borracha e o piso. É a pior situação, a chamada aquaplanagem. Se o pneu dianteiro não estiver em boas condições e bem calibrado, não exercerá a função de faca, que corta a lamina de água para o pneu traseiro poder tracionar melhor.

Esqueça as calibragens de uso esportivo o ideal nesse caso é a tradicional “famosa calibragem de série”. Moto de rua não é moto de pista, e o pneu de rua não vai enfrentar apenas 30 minutos de corrida

Sob chuva, trate os comandos de sua moto com muito carinho e seus movimentos devem ser com muita suavidade “verdadeira pluma”. Evite qualquer movimento brusco, que leve a aderência ao limite, pode fazê-lo sentir os efeitos da gravidade:

-Comece a frear muito antes do normal ao se aproximar de uma esquina ou de um semáforo fechado.

-Assuma maior distância em relação aos carros que estão a sua frente.

-Evite passar pelas faixas pintadas no asfalto, principalmente com a moto inclinada (caso seja inevitável, não acelerar ou mesmo frear bruscamente)

-Na estrada, procure colocar as rodas de sua moto sobre um dos trilhos que o veículo à frente deixar no asfalto. Um pneu de carro afasta mais água que um de moto e, portanto, os dois pneus do carro que formaram o trilho já fizeram boa parte do trabalho que seu pneu dianteiro teria de fazer.

Com motos superesportivas e pneus com poucos sulcos reduza a velocidade 60% a 80% é possível seguir viagem, mas não é recomendada, a ausência dos mesmos dificultam a estabilidade da motocicleta. O ideal seria parar em um posto de gasolina e esperar a chuva passar.

Motos de categoria big trail, trail e estradeiras equipadas com pneus touring (com muito mais sulcos, sofrem menos). Também oferecem geometria de chassi e posição de pilotagem mais adequada. Não carregam peso demais sobre a roda dianteira e em geral ainda contam com grandes para-brisas.

(Na PISTA)

No autódromo, com a segurança de boas áreas de escape, resgate próximo e muitas peças sobressalentes, existem mais possibilidades de acerto para fazer você ir mais rápido sob chuva.

A começar pelos pneus especiais (cheios de sulcos e fabricados com composto mole, que se aquece mais e com maior rapidez). Porém nem tudo são rosas, é ideal treinar com eles sem a pressão de um treino classificatório ou corrida, melhor opção Track Day.

Procure inclinar a moto com antecedência, você deve sair muito mais da moto para que a mesma fique bem reta deixando maior quantidade de borracha em contato com o asfalto, e sempre com muita suavidade e sem brusquidão em seus movimentos.

É recomendado também aliviar a pressão das molas das suspensões. Fazê-las trabalhar mais suavemente e com retornos mais lentos. As poças de água podem virar “degraus”, e uma suspensão dura não lhe permitirá acelerar adequadamente, passando aquela sensação de “ai, ai, vou cair a qualquer momento”.

Se precisar acelerar para descontar o tempo perdido, coloque a moto em pé, e caso a pista comece a secar, procure áreas úmidas para conservar o pneu, senão ele vai embora rápido.

Pode ajudar:

Em curvas, há uma teoria segundo a qual devemos aplicar uma força maior na pedaleira de fora (a do lado oposto à curva), o que permitiria ir mais rápido sob chuva. Aplicar mais força na pedaleira externa implica em inclinar menos a moto. Simplificando, basta inclinar menos a moto e mais o corpo para ganhar segurança com piso menos aderente – e é nisso que essa posição pode ajudar. Como pilotar no limite sob chuva requer 100% da capacidade de concentração de um piloto, investir em equipamento adequado, capaz de proteger de intempéries, quedas e impactos, é fundamental.

Curiosidade:

Nos circuitos homologados pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo), as faixas não escorregam porque são pintadas com tinta especial fabricada na Espanha. No Brasil, não há sequer um circuito, atualmente, homologado pela FIM.

Let’s together, forte abraço…

Durval Careca

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One thought on “Pilotagem Na Chuva (Condução Urbana e Estradas)